Um jeitinho único. Por vezes, meigo, por vezes malandro, e na maioria das vezes divertido e faceiro. Um jeitinho que encanta, pois pode haver até brincadeiras mas pesadas, mas tão levemente pesadas que sabe-se que é brincadeira. Esse jeitinho dominou meu coração, jeitinho de gente alegre e gente feliz. Jeitinho brasileiro, que por vezes gosta de samba usando calça jeans, mas ouve Janis Joplin pulando carnaval. Jeitinho de menina que se arruma pro namorado, por sorte, eu, e ao mesmo tempo profere palavrões ao zagueiro que furou a partida inteira e por pouco não deu a vitória ao adversário. Poderia dar-lhe o título de Sensual-Brincalhona, mas acho que definir-la através disso seria limitá-la. Com certeza poderíamos defini-la por um jeito único, um jeito dela própria. Um jeitinho Talita. Me apaixonei, e foi naturalmente, pelo jeitinho dela, que foi me conquistando, me pegando pelo coração. Enfim, sou louco pelo jeitinho Talita.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
O jeitinho
Um jeitinho único. Por vezes, meigo, por vezes malandro, e na maioria das vezes divertido e faceiro. Um jeitinho que encanta, pois pode haver até brincadeiras mas pesadas, mas tão levemente pesadas que sabe-se que é brincadeira. Esse jeitinho dominou meu coração, jeitinho de gente alegre e gente feliz. Jeitinho brasileiro, que por vezes gosta de samba usando calça jeans, mas ouve Janis Joplin pulando carnaval. Jeitinho de menina que se arruma pro namorado, por sorte, eu, e ao mesmo tempo profere palavrões ao zagueiro que furou a partida inteira e por pouco não deu a vitória ao adversário. Poderia dar-lhe o título de Sensual-Brincalhona, mas acho que definir-la através disso seria limitá-la. Com certeza poderíamos defini-la por um jeito único, um jeito dela própria. Um jeitinho Talita. Me apaixonei, e foi naturalmente, pelo jeitinho dela, que foi me conquistando, me pegando pelo coração. Enfim, sou louco pelo jeitinho Talita.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Água, muita água

Parecia anunciado ontem, quando um amigo meu me ligou pedindo abrigo para dormir. Ele tentava ir para casa mas a chuva forte e a falta de ônibus o fez tomar esta desesperada medida e, como lhe disse, "perturbar a paz de meu lar", claro, em tom de brincadeira.
Acordei hoje de manha, e minha avó bem me disse: "Não vai, tá chovendo muito, vai acabar alagando, choveu a noite toda!" Como sempre, não dei ouvidos à velha (de forma carinhosa). Me mandei para a faculdade com aquele dilúvio, sendo que ontem eu já havia pego muita chuva, ainda mais que meu guarda-chuva quebrou. A chuva em Copacabana até eu entrar na estação Cardeal Arcoverde era uma chuva, mas normal, um pouco forte. Saltei na estação Botafogo que aparentemente estava nas mesmas condições... aparentemente. Atravessei a primeira rua transversal à Muniz Barreto, a segunda rua também tranquila de atravessar. A terceira é que o jogo virou. Era LITERALMENTE um rio! Não havia como atravessar a rua sem se molhar, no mínimo até o joelho. Pensei milhões de vezes em voltar para casa, mas não sabia se teria aula, ainda mais que era entrega de trabalho e o professor não permite entregar na aula seguinte, por isso toda a minha insistência. Resolvi ir pela orla para ver se estava mais "seca". Que nada! A orla estava ainda mais cheia, a água ali era nas coxas. Foi quando eu me deparei ilhado. Olhei para frente e estava cheio. Olhei para trás e tinha enchido só no tempo que fiquei pensando em como passar pela água da frente. Sem saber o que fazer, meti bronca na água da frente que, de fato, me pegou pelas coxas. Sentia a água entrar pelo tênis e molhar as minhas meias. Sentia a calça ficar colada na minha perna. Em um dado momento vi a portaria, não alagada, do Centro Empresarial de Botafogo. Vi que havia um "caminho" por um canteiro que dava em uma outra portaria. Vi ali uma oportunidade, mas quando cheguei lá, estava ainda mais alagado que antes e a água já deveria pegar na cintura. Foi aí que eu peidei na farofa e resolvi ficar na entrada principal do Centro Empresarial de Botafogo. Fiquei em pé, sentado, enfim, um bom tempo olhando os 3 degraus daquela entrada, o primeiro já submerso. Lá, li uma mensagem da minha namorada me desejando bom dia e me pedindo para ter cuidado no caminho para a faculdade. Tentei ligá-la a cobrar, mas ela não conseguia me retornar pois a ligação caía na caixa postal. Acabei por ligar para um amigo meu que mora no Grajaú para saber como estavam as coisas. Ele disse que tentaria ir para a segunda aula. Aconselhei-o ficar em casa, coisa que ele prontamente acatou. Liguei para uma amiga que mora em Niterói que nem de casa saiu pois a ponte Rio-Niterói estava interditada. Ela disse: "Não deu tempo de você ver né? As autoridades mandaram todos ficarem em suas casas." Xinguei tanto a minha avó por um erro meu: "Velha desgraçada, tinha que estar certa!", inclusive liguei para ela: "E ai? Você quer que eu lhe diga logo que você estava certa ou prefere depois?" Sem falar nas vezes em que olhei para o céu e falei: "Ô daí de cima, não tô pedindo para ser que nem Moisés e abrir a água, fazer aqueles corredores, nada disso. Eu só peço a Arca de Noé... rola? Não?! Ok!" Num dado momento, o segurança do prédio veio me comunicar que eu não poderia ficar sentado na porta e que eu entrasse e utilizasse as poltronas de dentro. Eu adorei esta ordem, para mim a única coisa boa do dia, até então. Fiquei exatas 2 horas sentado naquela poltrona. E nada da água baixar. Até baixou... uns 3 milímetros. Me arrisquei e fui embora mesmo assim. Cheguei no metrô para ir para casa, mas estava apinhado de gente... e de água, MUITA água. Optei por ir a pé, tendo que entrar na água diversas vezes, me molhar sempre mais um pouco e me cansar ainda mais. Com o corpo dolorido, molhado e extremamente cansado, finalmente cheguei em casa. Sem hinos, nem cerimônias, minha premiação foi uma quase paz celestial de estar em casa depois de uma terça-feira extremamente chuvosa, digna da composição "Águas de..." ...Abril! Porque as águas de março viraram cuspe perto desta de hoje.
domingo, 28 de março de 2010
Talita, a criança, a menina, por vezes, flor.

De sorriso brincalhão por natureza, que vive estampado no rosto, e quando não está, na certa está pregando uma peça, uma troça, uma brincadeira sempre de bom gosto. É gostoso ouvi-la rir, contar algo engraçado, e assim espalhar sua graça e sua leveza no modo de viver. De origem bíblica é o nome Talita, cujo significado é justamente, criança. Criança com a qual adoro rir, adoro brincar. Criança que quero sempre cuidar e ser cuidado. Criança com quem gosto de me aventurar, nas mais loucas e divertidas estripulias. Criança, que sempre diz a verdade e jamais mente, como mamãe ensinou, e que por isso não requer qualquer pé atrás. Criança, cujos olhos sorriem junto com a boca. Os olhos de cor de chocolate, alimento favorito de qualquer criança. Criança que tem o fogo que derreteu meu coração e o fez se materializar em sua mão. Criança que me conquistou com seu jeito de ser. Assim é Talita. Me fez seu, e me deu você em troca. Assim foi, assim é, assim sempre será. E mesmo que não queiram, ou desejam impedir, Talita dribla com a ginga maliciosa de qualquer criança, porque criança quando quer, faz de tudo para ter. Talita, que com seu jeitinho de criança, me fez sua criança. Crianças, amor eterno. Te amo.
domingo, 14 de março de 2010
Vai com Deus, amigo!

Era de praxe! Eu chegava cedo de manhã, e meus amigos vinham chegando logo depois. Dentre eles uma figurinha marcante na faculdade. Conheci-o no início de 2009. Chegava ele de cadeira de rodas, sempre animado, raros os dias de sono que a faculdade de manhã proporciona a todos. Quando o Botafogo perdia ele vinha me caçoar pelas estripulias do meu time bizarro. Quando o Flamengo perdia, ele aceitava as zoações na boa. Aceitava na boa porque era alguém de bem com vida. Não ligava para qualquer problema, não ligava para ninguém. Ele era livre sendo ele mesmo e por isso era feliz. A brincadeira dele comigo era me assustar dando guinadas com a cadeira de rodas para cima de mim. Nem tinha medo de me machucar, mas tinha medo da cadeira virar. E ele nem aí para isso, ele queria brincar. Sem falar quando fazíamos aquelas brincadeiras de viado, do tipo apertar a mão e passar o dedinho na mão do outro, bem gay mesmo, e depois ria junto. Na sexta-feira eu estava brincando com ele, quando tive que ir para minha aula e me despedi. Após a aula o vi, mas não fui falar porque tinha pressa para chegar em casa. Se eu soubesse que ele iria neste final de semana, teria cagado para chegar em casa e tinha ido falar com ele, pela última vez. Agora me deixa saudades de rir com ele. Agora eu sinto falta, antes mesmo de um dia de aula. Até mesmo elevador para os cadeirantes iria ser inaugurado na faculdade. O elevador, que será conhecido por todos como Ricardinho, que deixará saudades em seus amigos. Vai com Deus, amigo flamenguista, vai com Deus que ele te espera e te receberá de braços abertos.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Nunca.... de repente... é, talvez...
Sempre me disseram que não se deve dizer nunca a palavra "nunca", a famosa máxima trocadilhosa: "Nunca diga nunca"
Já notaram que quanto mais coisas você diz que nunca irá fazer, tirante aquelas coisas óbvias do tipo um hétero dizer que nunca pegaria homem, isso é claro que não, mas tirante essas coisas óbvias, tudo que dizemos que nunca iríamos fazer, acabamos fazendo quase sempre?
Eu NUNCA vou ver um filme d'Os Trapalhões, eu NUNCA pularia de bungee jump, eu NUNCA me apaixonaria por ela, eu NUNCA deveria dizer nunca.
Nunca: uma palavra forte demais para ser usada, e só ser usada quando a certeza for maior que qualquer vontade. Uma palavra que acaba com qualquer esperança, ou com qualquer credibilidade quando quebrada. Nunca, jamais, diga nunca.
Já notaram que quanto mais coisas você diz que nunca irá fazer, tirante aquelas coisas óbvias do tipo um hétero dizer que nunca pegaria homem, isso é claro que não, mas tirante essas coisas óbvias, tudo que dizemos que nunca iríamos fazer, acabamos fazendo quase sempre?
Eu NUNCA vou ver um filme d'Os Trapalhões, eu NUNCA pularia de bungee jump, eu NUNCA me apaixonaria por ela, eu NUNCA deveria dizer nunca.
Nunca: uma palavra forte demais para ser usada, e só ser usada quando a certeza for maior que qualquer vontade. Uma palavra que acaba com qualquer esperança, ou com qualquer credibilidade quando quebrada. Nunca, jamais, diga nunca.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Vinciamo Noi 2
VINCIAMO NOI, ou seja, nós vencemos. Fomos humilhados de cara, fomos execrados e eleitos, desde sempre, os vilões da imprensa. O tempo todo não houve qualquer apoio de fora como os demais. Em um jogo heróico, derrubamos o Golias com a coragem e a determinação de Davi. No final, quando todos davam a vitória para O GIGANTE, nós o derrubamos em mais um épico escrito sobre a relva verde do maior campo de batalha do mundo. Sim! Nós viemos e vencemos. Arriscamos ousar quando todos eram contra nós. Não fomos respeitados, não fomos valorizados, mas agora nós estamos aqui. Sobre tudo e sobre todos. Nós somos os reis comandados por um REI. "Conseguimos", parece ser essa a grande frase desta guerra. Uma guerra em que não recebemos qualquer uma aposta, mas que deixamos todos os apostadores na miséria, pois nós somos os vencedores por mérito e ganhamos o prêmio que nos é de direito: A Taça Guanabara 2010.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Papo de metrô

Quem não sabe o que é, metrô é aquele trem por debaixo da terra. Daqueles que se usa para ir para a faculdade todo dia de manhã. Enquanto se espera o metrô, espera-se ela, pequena de tamanho, mas grande de coração, para conversar, confabular e até teorizar sobre coisas sem nexo. Do tipo que a estrutura de tudo é esquelética e feia e que nada seria apaixonante por natureza, mas pela convivência. Na verdade os papos eram mais do tipo que se tinha com uma xícara de café na mão e não em um vagão de metrô. Mas não era sempre que os papos confabulantes fluíam. Afinal, dia ou outro algum de nós estava de sono atrasado e a paciência para conversar sobre as festas a fantasia ou o jogo de ontem não vinha nem à força. Só que o tempo passou, e a coisa pequena de tamanho e grande de coração não vem mais, e a solidão de teorizar me fizeram desabafar tudo nesse texto, nessa saudade que sentirei, na falta que você fará.
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